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Você já se pegou mergulhado no feed de uma rede social de fotos, scrollando sem parar, dando uns corações aqui, comentando emojis ali, marcando amigos em memes… e, quando foi ver, se passaram 40 minutos?! Eu já! E não foi uma vez ou outra não.

Uma pesquisa da Millward Brown Brasil e NetQuest, de 2016, constatou que os brasileiros passam, em média, mais de três horas por dia no celular. Fazendo um cálculo bem simples, se você tirar as 16 horas de sono e de trabalho, nos restam cerca de oito horas livres por dia. E aí parece muito absurdo que a gente passe três destas horas mergulhados em apenas um único aparelho eletrônico! A pergunta que não quer calar é: o celular, as redes sociais e tudo o que vem neste combo, se tornaram meios de auto-sabotagem? Quero dizer, o que você poderia fazer em benefício próprio com três horas?

Movimento contrário

Essa dependência do mundo virtual tem feito líderes e criadores refletirem sobre seu papel e contribuição no mundo da tecnologia. Chamath Palihapitiya, que trabalhou no Facebook de 2007 a 2011 e foi vice-presidente de crescimento de usuários, tem dado declarações sobre como ele acredita que estamos adoecendo socialmente com o uso excessivo das redes sociais. O executivo fez até um mea-culpa por contribuir com esse vício. Arianna Huffington, co-fundadora do Huffington Post, acabou deixando o veículo de mídia digital para liderar o Thrive, app que limita o tempo que você dedica para as redes sociais. Parece que o jogo virou, não?

E é tudo químico, pode acreditar! Seja no momento em que procuramos um afago, após um dia cheio de trabalho, ou para dar aquele ânimo ao acordar, estamos sempre aflitos por boa dose de dopamina, como já comprovaram os cientistas, que chega sempre quando recebemos alguns likes naquela foto das férias.

Equilibrando os mundos

Por isso, em pleno #JaneiroBranco, uma campanha que incentiva a discussão sobre saúde mental e emocional na grande mídia, que tal pararmos um pouco pra avaliar se estamos usando a tecnologia ao nosso favor ou se estamos nos sabotando por meio dela?

Veja algumas dicas para você melhorar a sua relação com o mundo virtual, com Rodrigo Giaffredo, acelerador de inovação na IBM América Latina:

por Raquel Forastieri

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